Mastigo e não engulo,
ando e não venço o caminho,
sustento mais quando bulo,
dentro do meu próprio ninho.
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Mastigo e não engulo,
ando e não venço o caminho,
sustento mais quando bulo,
dentro do meu próprio ninho.
Tem pescoço e não cabeça,
tem braços, não tem mãos,
tem corpo e não tem pernas.
Branca como a neve,
preta como pez,
fala e não tem boca,
anda e não tem pés.
Qual é coisa, qual é ela,
preto como uma panela?
Qual é coisa, qual é ela,
tem dentes e não come,
e dá de comer a quem tem fome.
Todas as damas me querem,
à cabeça me dão valor,
eu mordo e não tenho dentes,
ferro sem pescador.
Pequenina como a aresta,
faz andar o Rei na festa.
Tringalinha, tringalhava,
no buraco se metia,
e de lá não se tirava,
sem saber o que queria.
Trabalho quanto posso,
ensino todo o sábio
e nem sei o pai-nosso.